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A cortiça em primeiro plano na vida moderna

Quando Jordi Bonet i Armengol sugeriu usar cortiça no pavimento na Sagrada Família, em Barcelona, responderam-lhe: «Só serve para vedar garrafas!» No entanto, o arquiteto responsável por continuar a icónica obra de Antoni Gaudí há muito que sentia o conforto da cortiça no seu próprio estúdio e não se demoveu. Encorajado pelas propriedades térmicas e acústicas da cortiça - de importância extrema para aquela obra - e pela expectativa de durabilidade e resiliência, ainda lhe acrescentou mais um argumento: o de ser um produto natural, em perfeita harmonia com a filosofia de Gaudí.

"A cortiça é muito leve e, neste caso, foi isso que me interessou de sobremaneira. Mas a partir do momento em que se desenvolveu esta solução, que ao mesmo tempo tem uma grande capacidade de isolamento e uma capacidade estrutural de resistência, tornou-se possível aplicar este material em inúmeras situações."

"Eu acho que a cortiça é extraordinária!"
João Luís Carrilho da Graça, arquiteto

Como aconteceu na Sagrada Família, o mito de que a cortiça «só serve para fazer rolhas» tem sido contrariado pelo excelente desempenho dos produtos da Corticeira Amorim em projetos de grande destaque da arquitetura internacional.

Entre os projetos mais recentes e diferenciadores, destaca-se o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, do arquiteto João Luís Carrilho da Graça, cujas paredes e fachadas são compostas de um material inovador que combina betão com cortiça, resultando numa estrutura 40% mais leve e de incrível beleza.

Sem esquecer projetos tão mediáticos e impactantes quanto os pavilhões de Portugal da Expo Hanôver 2000, dos arquitetos Souto Moura e Siza Vieira, galardoados com Pritzker Prize, e da Expo Xangai 2010, do arquiteto Carlos Couto, distinguido com o prémio de Design pelo Bureau International des Exhibitions.

Em 2012, a equipa também laureada com o Pritzker da arquitetura Herzog & de Meuron, em conjunto com o artista plástico chinês Ai Weiwei, selecionou a cortiça para a elaboração do Serpentine Gallery Pavilion, em Londres.

Em todos os casos, a cortiça fascina os visitantes, pois é uma matéria-prima tão «interessante e misteriosa (…) com fortes mais-valias aos níveis do tato e do olfato», como refere Jacques Herzog.

Entre inúmeras referências de utilização das soluções da Corticeira Amorim em projetos de arquitetura encontram-se alguns dos mais conceituados espaços culturais do mundo, como o Museu Nezu, o Museu Gotoh, o Sanda Concert Hall e o Arie Korejiyo Hall, todos no Japão; o Museu Leonardo Da Vinci, em Milão, a Biblioteca Municipal Lope de Vega, em Madrid, e o colégio Pedro Arrupe, em Lisboa.

Na fronteira entre a arte e a arquitetura, inúmeros projetos por todo o mundo realçam a singularidade e a beleza da cortiça, ao mesmo tempo que exploram as propriedades únicas deste material, como a durabilidade, a leveza, a absorção ao choque e a capacidade de isolamento térmico e acústico. Exemplo disso é o projeto “One Two Three Swing”, desenvolvido para o prestigiado museu britânico Tate Modern, onde o coletivo de Superflex concebeu uma colossal instalação de cortiça para a galeria Turbine Hall, no âmbito da Hyundai Commission. Ou a mega instalação de cortiça que ocupou o grande átrio do Pavilhão de Portugal, criada para o ArchiSummit 17, um projeto liderado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus. Ou ainda o projeto “Uma Praça no Verão”, do arquiteto José Neves, uma instalação efémera no CCB, onde uma vez mais a cortiça foi a protagonista de um espaço sensorial e lúdico, desenhado para o conforto e a fruição dos visitantes.

Ainda que a cortiça seja cada vez menos exclusiva das rolhas, a sua ligação histórica ao vinho é inegável. Não é de estranhar, portanto, que importantes caves e adegas a escolham como solução de isolamento ou estética. Em Portugal, são referências dessa opção a Quinta do Portal, de Siza Vieira, que recebeu o Prémio de Arquitetura do Douro 2010/2011, a LogoAdega, um projeto da equipa PMC Arquitetos no Alentejo ou a Adega23, do atelier Rua, no distrito de Castelo Branco.

A arquitetura e a cortiça têm afinidades que remontam ao aparecimento do conceito de arquitetura orgânica. A maior referência nesta área, Frank Lloyd Wright, usou-a na sua obra-prima Fallingwater, no final dos anos 1930. O mais famoso arquiteto dos EUA era um entusiasta da cortiça e escolheu-a para revestir os pisos de alguns dos compartimentos do seu projeto mais reconhecido. A cortiça não só tornava as divisões da casa mais acolhedoras como também contribuía para a harmonia com a natureza – e este era um requisito superior da original construção edificada sobre uma cascata, em plena Reserva Natural de Bear Run (Pensilvânia). Fallingwater, uma das casas mais famosas do mundo, é hoje um museu que, desde a sua abertura ao público em 1964, já recebeu mais de 4,5 milhões de visitantes.

A escolha das mentes criativas

Para as mais brilhantes mentes criativas nos campos da arquitetura e do design, as propriedades físicas da cortiça, bem como as suas qualidades sensoriais, são um desafio estimulante, que abre um leque virtualmente infinito de aplicações. Partindo deste princípio, a Corticeira Amorim, em parceria com a Experimentadesign, lançou Metamorphosis, um projeto único de investigação e desenvolvimento que reuniu dez dos mais reputados arquitetos e designers do panorama internacional (incluindo 4 vencedores do prémio Pritzker: Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, Herzog & De Meuron e Alejandro Aravena). De Metamorphosis, surgiram 10 projetos inovadores, de soluções para a construção a peças de mobiliário, que exprimem todo o potencial da cortiça. Com total liberdade criativa e o apoio técnico da Corticeira Amorim, o grupo de profissionais apresentou propostas de vanguarda, muitas das quais já encontraram aplicação no mundo real, como é o caso do compósito de betão e cortiça utilizado no Terminal de Cruzeiros de Lisboa.

Com efeito, a cortiça adapta-se na perfeição às tendências atuais de design e combina bem com outros materiais. Expoente máximo dessa versatilidade nesta área é a coleção MATERIA – Cork by Amorim, lançada pela Corticeira Amorim, com curadoria da ExperimentaDesign. Uma coleção ímpar e diferenciadora que resulta da criatividade de reputados designers nacionais e internacionais – como Miguel Vieira Baptista, Raw Edges, Pedrita, Nendo, Fernando Brízio, Inga Sempé, entre outros – e das mais avançadas tecnologias de produção. O resultado é um conjunto de peças de cortiça de uso quotidiano, de design vincadamente de autor, surpreendentes e de fácil integração em ambientes contemporâneos.

A utilização da cortiça em espaços interiores é uma tendência mundial, abraçada já pela criatividade de alguns dos mais conceituados artistas. Jasper Morrison, James Irvine e Daniel Michalik são alguns dos designers internacionais que encontram na cortiça um material de eleição para as suas criações de mobiliário.

Mesmo reputadas organizações com enfoque em materiais modernos e diferenciadores procuram na cortiça as soluções para o design mais inovador. É o caso da empresa londrina Established & Sons que, em conjunto com a Corticeira Amorim, testa frequentemente a aplicação de cortiça nas suas peças. Também espelho do interesse nesta matéria é a Vitra, que há muito integra a cortiça nas suas coleções. 

Sob o desafio da cortiça enquanto material de futuro, a Corticeira Amorim tem trabalhado com os mais importantes centros de design e arquitetura a nível mundial. Além da Vitra, são exemplos o Centre Georges Pompidou e o Royal College of Art, entre outras entidades.